A partir de interpretações equivocadas de alguns textos bíblicos isolados, a Teologia da Prosperidade afirma, basicamente, que os que são fiéis a Deus devem desfrutar de excelente situação financeira e gozar de saúde perfeita. É comum ouvirmos de seus pregadores declarações do tipo: “Você é filho do Rei, não tem que levar uma vida derrotada com dificuldades financeiras ou enfermidades”. Afirmam que Jesus, como Filho de Deus, era um homem rico. Um dos principais pregadores desse movimento, Oral Roberts, escreveu um livro intitulado: “Como Aprendi que Jesus Não Foi Pobre”. Outro de seus divulgadores, T.L Osborn, afirma em seu livro “Curai Enfermos e Expulsai Demônios”, que Paulo jamais esteve doente, contradizendo o testemunho do próprio apóstolo (Gl 4.13,14).
Deste modo, a Teologia da Prosperidade oferece uma suposta “base bíblica” para o materialismo e o comodismo, substituindo o Evangelho da Graça, pelo evangelho da ganância. Seus adeptos acham que nós temos direito de reivindicar o que quisermos de Deus, sem levar em conta a Sua vontade soberana. É importante notar, entretanto, que desde o início do cristianismo, uma das principais ênfases da pregação evangélica, era que os cristãos não deveriam buscar as coisas terrenas, e mais, eles eram exortados a ver os problemas da vida (enfermidades, perseguições, falta de dinheiro, etc.) como provações de Deus para o desenvolvimento do caráter do servo de Deus (Mt 6.19-20; 8.19-20; 13.22; Lc 18-18-25; 1 Tm 6.7-1). Nas próximas semanas vamos analisar, à luz da Bíblia, algumas das distorções ensinadas por este movimento.
Fonte: http://ibalvorada.com.br/wp/sermons/teologia-da-prosperidade-ou-da-ganancia/
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