Há 1.200 anos um movimento religioso saiu do Deserto Árabe mudando para sempre o curso da história humana. Seu líder impetuoso, Maomé, e seu povo, os muçulmanos, agora invadem a vida religiosa ocidental de uma maneira sem precedentes. O desafio que apresentam ao cristianismo do Novo Testamento é muito real. Qualquer tipo de defesa que seja feita contra o ensinamento islâmico deve ser baseado numa compreensão das crenças básicas do islamismo. Este artigo explorará as doutrinas fundamentais da religião muçulmana e as suas implicações ao cristianismo.


Os muçulmanos são ensinados a praticarem sua religião através dos cinco “pilares” do islamismo. Estes cinco pilares fornecem um lugar excelente para começar a estudar o islamismo. O primeiro pilar é recitar o credo “Não há outra divindade além de Deus e Maomé é seu Mensageiro”. Os muçulmanos repetem isso muitas vezes cada dia, acreditando que dizer isto na fé e sinceridade é o que faz a pessoa ser um muçulmano. O segundo pilar é a oração diária. Os muçulmanos devem orar cinco vezes por dia, virados para Meca, a cidade santa na Arábia Saudita. O terceiro pilar é dar esmolas. Os muçulmanos se preocupam muito com cuidar dos pobres. Porcentagens fixas da renda são dadas para ajudar os pobres. O quarto pilar é jejuar durante o mês sagrado de Ramadã. Ramadã é o nono mês do ano muçulmano e comemora o recebimento do Alcorão por Maomé. Todos os muçulmanos fiéis jejuam do amanhecer ao anoitecer durante este mês. Como o islamismo usa um calendário lunar, o Ramadã cai em datas diferentes cada ano. O pilar final é a peregrinação a Meca. Cada muçulmano adulto que é financeira e fisicamente apto deve viajar uma vez a Meca durante sua vida, no mês de Dhul-Hijah. Vários rituais e ritos são feitos durante o tempo em Meca.

Examinando os cinco pilares do islamismo, acredito que podemos resumir o islamismo à três crenças fundamentais. Primeiramente, no núcleo de tudo que é muçulmano está a idéia de somente um Deus. Isto é refletido no primeiro pilar, mas também em todas as outras coisas que o islamismo é e representa. Para os muçulmanos, Deus é um ser soberano, todo-poderoso e único. No islamismo o homem não deve conhecer Deus e ser mais como ele, mas aprender a vontade de Deus e tornar-se mais obediente aos seus mandamentos. Associar qualquer coisa ou qualquer um com Alá é incompreensível a um muçulmano e constitui blasfêmia. Deus está absolutamente sozinho no lugar dado a ele pelo islamismo. O Alcorão diz que “Ele é Deus; não há mais divindade além dele, conhecedor do cognoscível e do incognoscível. Ele é o Clemente, o Misericordiosíssimo. Ele é Deus; não há mais divindade além dele, Soberano, Augusto, Pacífico, Salvador, Zeloso, Poderoso, Compulsor, Supremo! Glorificado seja Deus, de tudo quanto lhe associam! Ele é Deus, Criador, Onifeitor, Formador. Seus são os mais sublimes atributos. Tudo quanto existe nos céus e na terra glorifica-O, porque é o Poderoso, o Prudentíssimo (59:22-24). (Todas as citações do Alcorão são do site: http://www.xr.pro.br/Livros/O_Corao.html).

Segundo, quase tão importante quanto a idéia de um Deus, é o conceito de Maomé ser profeta de Alá. Os muçulmanos não adoram Maomé (adoração é apenas para Alá) mas o reverenciam, glorificam e veneram de maneira que é possível imaginar que seja divino. A literatura muçulmana transborda com grandes contos de Maomé. Dizem que foi um professor religioso, um reformista social, um administrador tremendo, um gênio militar, um marido e pai perfeito e um amigo fiel. Um muçulmano escreveu “Nenhum outro homem na história excedeu ou igualou-se a ele em qualquer um destes aspectos diferentes da vida.” Uma examinação imparcial da história encontrará rapidamente que Maomé não era tão perfeito nem tão brilhante quanto os muçulmanos querem acreditar. Ele aprovou a poligamia, cruelmente exterminou seus inimigos, mudou a “lei divina” sempre que o serviu (2:217; 66:2) e levou para si privilégios que nenhum outro muçulmano poderia ter (33:50). Ele parece ter sido pouco mais do que um cacique muito ambicioso que fundou uma religião porque precisava de algo para juntar as várias tribos árabes guerreando, pois assim poderia lutar contra os judeus e cristãos. Seu sucesso é incontestável. Sua grandeza é, no mínimo, assunto a debater.

Terceiro, e bem ligado com as outras duas crenças principais, é a idéia de que o Alcorão é a palavra absoluta de Deus. Os muçulmanos acreditam que o Alcorão foi dado através do anjo Gabriel a Maomé quando ele tinha aproximadamente quarenta anos. Supostamente Maomé memorizou-a e ditou-a a seus companheiros que então a anotaram. Na verdade o Alcorão foi coletado de várias escritas depois que Maomé morreu. No entanto, o Alcorão é aceito como a última palavra revelada de Deus, e suplanta e substitui todas as outras revelações prévias de Deus (isto é, a Bíblia). Os muçulmanos são ensinados que nenhuma das palavras de seus 114 capítulos foi mudada de qualquer maneira. Isto, obviamente, não é verdade. O islamismo nem mesmo possui o Alcorão original. O Alcorão mais velho existente é datado aproximadamente 200 anos após Maomé. Há diferentes códigos posteriores do Alcorão que existem que contêm variantes textuais. O próprio Alcorão contém contradições (compare 7:54 e 32:4 a 41:9-12) e evidência de um teologia progressivamente em mudança (veja 2:106 e 9:54). Os muçulmanos, no entanto, negarão veemente qualquer problema com o Alcorão.

Quais são as ramificações de crenças islâmicas para os cristãos? Primeiramente, se Alá for um, então Jesus não é divino. O Alcorão contém diversas passagens que são muito explícitas em indicar que Jesus certamente não é Deus. “Ó adeptos do Livro, não exagereis em vossa religião e não digais de Deus senão a verdade. O Messias, Jesus, filho de Maria, foi tão-somente um mensageiro de Deus e Seu Verbo, com o qual Ele agraciou Maria por intermédio do Seu Espírito. Crede, pois, em Deus e em Seus mensageiros e digais: Trindade! Abstende-vos disso, que será melhor para vós; sabei que Deus é Uno. Glorificado seja! Longe está a hipótese de ter tido um filho. A Ele pertence tudo quanto há nos céus e na terra, e Deus é mais do que suficiente Guardião” (4:171). Os muçulmanos acreditam que Jesus era apenas um profeta de Deus (e mesmo assim um profeta não tão grande quanto Maomé). Ele não foi crucificado, nem ressuscitou dos mortos. Os muçulmanos amam citar os estudiosos da Bíblia liberais que negam a divindade de Jesus, os milagres e a inspiração e integridade da Bíblia. Estes apenas reforçam a idéia muçulmana de que Jesus não é Deus. Segundo, fé no Alcorão significa que a Bíblia é insuficiente, com defeitos e incorreta. Todas as citações da Bíblia que contradizem o ensino islâmico ou que ensinam que Jesus é divino ou são explicados ou ditos que representam a “corrupção” na Bíblia. Os muçulmanos alegam acreditar na Bíblia mas realmente não acreditam, e geralmente sabem muito pouco sobre ela. Não parece perturbar nem incomodar os muçulmanos a acreditarem que Deus permitiu que sua palavra fosse mudada e alterada. Além disso, não concedem que se Deus permitiu que aquilo acontecesse com a Bíblia logicamente o mesmo poderia acontecer ao Alcorão. Na verdade, seguir esta premissa consistentemente conduziria todos nós a sermos mórmons – afinal eles alegam ter uma revelação ainda mais recente!

Assim uma pessoa pode ver que o islamismo e o cristianismo estão para sempre um contra o outro como inimigos mortais. Maomé destruiria a fé em nosso Salvador e no livro que nos fala sobre ele. Certamente nós devemos responder à ameaça crescente do islamismo ou ver muitos perderem suas almas nesta religião falsa. Parece para mim que o diálogo com os muçulmanos deve começar estabelecendo a inspiração, a confiabilidade e a veracidade da Bíblia. Como todos os grupos que aceitam e são guiados por “revelação” adicional nenhum progresso pode ser feito até que a fé genuína na Bíblia esteja estabelecida. Não é tão difícil mostrar aos muçulmanos que devem confiar na Bíblia. Seu Alcorão ensina que Jesus era um profeta em quem devem acreditar (4:171; 5:78). Maomé alegou que suas revelações poderiam ser verificadas pelos ensinamentos do Novo Testamento (10:95). O Novo Testamento de 700 d.C. (tempo de Maomé) é o mesmo que hoje (de fato, nós temos manuscritos de antes). Se Maomé estava satisfeito com o Novo Testamento de seus dias os muçulmanos também devem aceitá-lo. É o mesmo livro! Além disso, o Alcorão ensina que a Bíblia é a “palavra de Alá” (6:115-116) e “não há nenhuma mudança das palavras de Alá” (10:65). Então que muçulmano pode acreditar que a Bíblia foi corrompida ou mudada? Outras evidências para a veracidade da Bíblia, particularmente a evidência dos manuscritos, podem facilmente ser obtidas de qualquer manual bom sobre a apologética. Recolha este tipo de material e prepare-se para estabelecer a Bíblia como a única palavra de Deus. Somente desta maneira podemos tornar tantos seguidores zelosos de um homem iludido em seguidores do Cristo de Deus.

Por Mark Roberts
Extraído de estudosdabiblia.net

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