“Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado. Os que o acharam apanhando lenha o trouxeram a Moisés, e a Arão, e a toda a congregação. Meteram-no em guarda, porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer. Então, disse o SENHOR a Moisés: Tal homem será morto; toda a congregação o apedrejará fora do arraial. Levou-o, pois, toda a congregação para fora do arraial, e o apedrejaram; e ele morreu, como o SENHOR ordenara a Moisés.” (Números 15:32-36 RA)

Antes de tudo convém lembrar que Deus não muda, é amor e justiça e cada ato seu tem um propósito.

Quer saber como Deus se descreve?

“E passou diante de Moisés, proclamando: “Senhor, Senhor, Deus compassivo e misericordioso, paciente, cheio de amor e de fidelidade, que mantém o seu amor a milhares e perdoa a maldade, a rebelião e o pecado. Contudo, não deixa de punir o culpado; castiga os filhos e os netos pelo pecado de seus pais, até a terceira e a quarta gerações” Êxodo 34:6-7

O amor de Deus pelo de Israel era tão grande e incondicional como o é por mim e por você.

Umas das inúmeras provas desse amor por aquele povo era estar com eles todos os dias em 40 anos de deserto. Durante o dia como uma nuvem para dar sombra e durante a noite sendo uma coluna de fogo para protegê-los e aquecê-los:

“Na fome deste-lhes pão do céu, e na sede tiraste para eles água da rocha; mandaste-os entrar e tomar posse da terra que, sob juramento, tinhas prometido dar-lhes. Mas os nossos antepassados tornaram-se arrogantes e obstinados, e não obedeceram aos teus mandamentos. Eles se recusaram a ouvir-te e esqueceram-se dos milagres que realizaste entre eles. Tornaram-se obstinados e, na sua rebeldia, escolheram um líder a fim de voltarem à sua escravidão.

Mas tu és um Deus perdoador, um Deus bondoso e misericordioso, muito paciente e cheio de amor. Por isso não os abandonaste, mesmo quando fundiram para si um ídolo na forma de bezerro e disseram: ‘Este é o seu deus, que os tirou do Egito’, ou quando proferiram blasfêmias terríveis. “Foi por tua grande compaixão que não os abandonaste no deserto. De dia a nuvem não deixava de guiá-los em seu caminho, nem de noite a coluna de fogo deixava de brilhar sobre o caminho que deviam percorrer. Deste o teu bom Espírito para instruí-los. Não retiveste o teu maná que os alimentava, e deste-lhes água para matar a sede. Durante quarenta anos tu os sustentaste no deserto; nada lhes faltou, as roupas deles não se gastaram nem os seus pés ficaram inchados.” Neemias 9:15-21

Esse mesmo Deus se fez conhecer através de Jesus, Emanuel (Deus conosco) que prometeu estar com a humanidade todos os dias até a sua volta para por um fim na morte, dor, sofrimento e maldade.

Sobre o contexto histórico da época do Êxodo: Israel havia ficado cativo por 430 anos no Egito. Agora haviam sido libertados miraculosamente por Deus e estavam a caminho da terra prometida. Tinham ouvido da boca do próprio Deus os Seus mandamentos quando estavam no Sinai. Moisés, por ordem de Deus, avisou que aquele que violasse propositadamente o mandamento, especificamente o sábado, seria morto.

O que concluímos é que esse homem quebrou o mandamento porque queria demonstrar rebelião a Deus. Ele não foi descuidado, não se esqueceu. Ele sabia que morreria se fizesse tal coisa. Ele queria incitar o povo a não cumprir o que Deus havia estabelecido.

Um detalhe importante também é que no deserto o fogo não era necessário para aquecer, já que eles tinham uma coluna de fogo todas as noites durante os 40 anos que durou o êxodo, assim estavam protegidos e aquecidos.

Outro detalhe: No deserto não há florestas, sendo assim será que existe algum tipo de árvore que dê lenha que sirva para fazer fogo?

Mais um ponto a ser observado é que naquela época a morte dos transgressores das leis de uma comunidade era prática comum entre os povos.

Levando em consideração esses aspectos podemos ver que Deus agiu com a firmeza que a circunstância exigiu. Se Deus não tivesse punido esse homem com a morte, todo o povo seria contaminado com o espírito de rebelião. As pessoas entrariam em apostasia, não mais respeitariam a Deus e Seus mandamentos. Poderiam perder totalmente a noção de que eram a nação escolhida por Deus para representá-Lo entre as nações vizinhas. Devido a isso, por amor ao seu povo Deus teve que exigir a morte do transgressor.

Esse homem que buscava “uma floresta” no deserto, se amasse a vida e não estivesse movido por rebeldia, teria reconhecido que havia errado e se mostraria arrependido. Mas isso não aconteceu. A rebeldia era maior do que o amor a vida. Ele não conhecia o Deus de amor que o havia resgatado do Egito e lhe oferecido liberdade e vida.



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